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2 semanas e 1/2 de amor

setembro 18, 2010

Demorei a decidir escrever esse texto, pois muitas coisas me impedem, talvez a maior delas seja não querer lembrar de tudo que vivi nas 2 semanas mais intensas da minha vida. Outra que quero que seja um texto perfeito, que eu não deixe escapar nenhum detalhe.

É difícil para mim uma mulher de quase 30 assumir que da minha listinha (de quase 30), um menino de 20 anos fez toda diferença e mudou toda minha história de vida de uma vez por todas. Tudo começou com um contato inocente através da internet com um fim comercial. Desde o primeiro contato, sua foto no MSN me chamou a atenção. O achei lindo, um menino de pele lisinha, cara de bebê – sem contar com sua simpatia e educação, uma pessoa gentil como nunca tinha visto. Pensei: Ele é tudo que uma menina de 19 anos adoraria conhecer! Logo pensei em uma amiga de 19 anos que precisava conhecer um rapaz “urgente” naquele momento de sua vida e não tive duvidas: Armei para eles se conhecerem. Porém, já não deu certo desde o primeiro minuto, pois a atenção dele já estava toda voltada para mim e não conseguíamos  parar de nos falar. Tudo tão igual entre nós… Chegava a ser engraçado e nos assustava em certos momentos.

Eu já contava os minutos para encontrá-lo no nosso mundo virtual e passava o dia esperando por esse momento, momentos em que descobrimos mais coisas em comum e que mais nos fazia ter vontade de nos conhecermos pessoalmente.

Eu só conseguia pensar que, com toda minha experiência, eu ia espantar o menino caso algo a mais rolasse. Pensava assim: “Coitado, 20 aninhos não sabe nada”…

Eis que eu estava envolvida com uma pessoa e comecei a quebrar a minha cara, ao mesmo tempo continuei o contato com ele e decidi conhecê-lo pessoalmente. Fui para o encontro como se eu tivesse 15 anos, ansiosa, com medo, mas firme e forte no meu pensamento: ” É só um menino”.

Fecho os olhos e posso lembrar como se fosse agora, ele vindo com aquele jeito de menino, suas calças caindo, de moletom, com o capacete na mão, andando em minha direção. Quando me viu, abriu um sorriso enorme e lindo, o mais lindo que já vi. Ele sorri com os olhos, com a alma e com o coração. Me deu um beijo no rosto e um abraço tão apertado e sincero, que só sentia seu coração bater no meu peito e seu perfume delicioso.

“UFA!”, foi essa a nossa reação. A sensação de que esperamos a vida toda pra nos encontrar e o abraço foi o grito de alivio por termos nos achado nessa vida.

Eu estava super nervosa com aquele menino ali na minha frente, com aquela boca com o mais lindo sorriso, que só falava palavras de otimismo, amor e fé desde o primeiro momento. Num susto ele me surpreendeu e me calou a boca com o beijo mais quente que eu já experimentei, junto ao beijo veio uma explosão de sentimentos que surgiram de repente sem avisar, sem pedir licença para entrar nas nossas vidas e foi devastando tudo e derrubando tudo que existia pela frente – Nossa diferença de idade, nossa diferença religiosa, nossos princípios e muito mais.

Meu Deus! Sua boca era perfeita, não só para sorrir e para falar coisas que mexiam comigo, era doce, macia e tinha movimentos precisos, nos momentos certos, não queria mais sair dali, nos calamos para dizer tudo que queríamos naquele beijo sem fim. Aquilo era muito surreal pra mim. Não conseguíamos mais nos soltar, era um sentimento tão maluco para um primeiro encontro, uma coisa inexplicável, que chegava a doer, não conseguia mais ver o seu rosto de tão perto que ficamos um do outro nesse dia, parecia que o mundo ia acabar e queríamos nos consumir o mais rápido possível. Conseguia sentir seu gosto, sentir seu cheiro entrando na minha alma e causando a melhor sensação que eu já senti. Beijá-lo me trazia uma paz, uma paz celestial, como se tivesse sugando de dentro da minha alma todo o mal que tinha dentro de mim, todas as coisas ruins que a vida me deixou de herança. Acho que nunca tinha passado por isso, eu estava no céu de verdade e eu não queria mais voltar. Desse dia pra cá tudo mudou na minha vida, nunca mais as coisas serão a mesma com relação a muitos aspectos.

Às vezes passo o dia lembrando-me sobre nós, num quarto de Motel, como se o mundo não existisse lá fora. Toda hora tenho flashes do seu corpo nu de menino, sua pele branca e macia, das suas tatuagens na coxa e de uma frase de uma banda que eu amo no pé. Um dia o observava tomar banho e me lembro de seu sorriso para mim debaixo do chuveiro enquanto deixava a água cair e passava a mão no cabelo enquanto eu só observava sua perfeição.

Lembro de nós dois dentro de uma banheira e ele brincava como uma criança com a água e a espuma. Suas brincadeiras, sua coragem, sua falta de medo do mundo, sua vontade de viver de um menino de 20 anos me encantavam.

Amava ouvi-lo falar de Deus para mim, me explicar coisas que eu nunca entendi, nunca aceitei e mesmo com toda minha revolta, me fez acreditar e  pensar em coisas Divinas que nunca dei importância e nunca admiti ouvir da boca de ninguém.  Mas seu jeito de falar de Deus sempre foi muito especial e diferente e não tinha como eu não gostar de ouvi-lo, e confesso que até hoje me lembro de muitas das suas palavras e aplico a minha vida.

E os nossos abraços infinitos?  Parecia que queríamos entrar um dentro do coração do outro para tentar saciar aquele sentimento devastador que fazia doer de tão bom. Nenhum abraço, nenhum beijo, nenhuma transa eram suficientes para acalmar a explosão que tínhamos dentro de nós – Eram sentimentos misturados e queríamos mais e mais um ao outro e quanto mais o conhecia, mais me surpreendia e mais queria conhecer.

Surpreendi-me com o seu sexo e falo para as pessoas hoje que se um homem mais velho soubesse o que um  “moleque” de 20 anos tem e  é capaz de fazer  na cama com uma mulher, ele viveria com medo de ser traído e cuidaria  bem melhor das sua  mulher. Eu que achava que sabia de tudo e que já tinha visto de tudo quebrei minha cara.

Realmente ele chegou e foi embora como um furacão, levou muita coisa ruim e ao mesmo tempo levou fantasmas do passado embora, assim, tornando-se um marco na minha vida. Mas o menino também deixou suas marcas: tristezas, decepções e saudade, muita saudades. Penso nele a todo o momento, tenho vontade de sentir toda essa sensação melhor do mundo de novo.

Sem medo de falar eu digo: foi o melhor sexo da minha vida. Seu jeito de quem sabe o que tava fazendo e o que queria fazer, seu jeito de se entregar, de me abraçar e me fazer sentir que ele estava ali não só com todo seu vigor, mas com toda sua alma,que estava sentindo o mesmo que eu.

Tenho que confessar algo muito íntimo aqui (afinal esse blog é pra isso): O jeito que ele se movimentava e se mexia dentro de mim, o jeito que ele me fazia senti-lo dentro de mim foi o que me levou ao êxtase, foi com certeza a marca do seu sexo, foi o que fez ser incomparável, inesquecível e ainda é o motivo de muito dos meus delírios e dos meus sonhos. Posso dizer que penso nisso inúmeras vezes ao dia, inclusive em momentos muito impróprios. É algo INEXPLICÁVEL e que talvez nem ele saiba do estrago que ele faz. Sei que nos amamos, sei que o amei e que sempre vou amá-lo de alguma forma.

Lembro-me um dia que levamos um cd do The Smiths e transamos a noite toda freneticamente ouvindo esse som repetidamente e o mais intenso e o mais cheio de amor dia que vivi. Mais parecia uma despedida, pois ali eu sabia que iria perdê-lo a qualquer momento e o perdi. O perdi para as nossas diferenças que não resistiriam ao preconceito do homem, da sociedade e talvez ao tabu que colocamos dentro de nós mesmos. O perdi para alguém que jamais poderia ou poderei um dia medir forças ou poder e nem quero isso.

Eu o perdi sim, para crenças e valores imensuráveis. Eu o perdi para a fé – tanto dele, quanto minha. Escolhas que fazem de nós pessoas melhores, porém, piores por estarem distantes.

E assim foi como eu “profetizei”. Ele se foi em duas semanas, e nesse tempo, vivi os melhores momentos da minha vida, experimentei os sentimentos, os prazeres mais fantásticos que eu conheci e sei que conheci uma das pessoas mais fantásticas e que agora, disso tudo só me resta saudades e mais saudades.

Trilha Sonora: Last Night I Dreamt that Somebody Loved Me – The Smiths 

Manual do ex-namorado (a)

setembro 14, 2010

 Se tem uma coisa que é igual para todo mundo é final de namoro. Sem entrar em mérito o ponto de vista masculino ou feminino, finais de namoro são complicadíssimos. Por que sempre os dois estão machucadíssimos e em 95% dos casos, uma das partes tomou a decisão. Às vezes, as partes conseguem ser amigas depois da separação.

 Enfim, todo mundo sabe o que não fazer ao final de um namoro. Por isso, não sei se escrevo em forma de tópicos ou não, mas vou escrever o manual do ex-namorado (a), que também pode ser chamado de Manual da Des-conquista. Nele, juntei todas as minhas loucuras com as loucuras dos meus ex-namorados, e percebi que tudo é muito parecido. Leia e confira:

– Primeira regra: Avaliar se o término foi uma decisão de cabeça quente dos dois, se vai durar mesmo e se o ponto final é um ponto final.

– Não seja um espião de internet. Eu já fiz isso, machuca horrores, tanto se você levou ou tomou um pé na bunda. Evite dar um Google nos nicks cibernéticos do ex ou da ex, pois com certeza, quem procura, acha.

– Se você não estiver pronto para a amizade virtual, delete-o no facebook, MSN, twitter, Orkut, icq, telemensagem… A outra pessoa vai com certeza ficar chateada, mas quando o ex-casal estiver pronto para uma amizade, tudo isso voltará ao normal.

– Quando você tomou a decisão, não atenda as ligações da outra pessoa de forma alguma. Com certeza ela está te ligando ou pra te xingar, ou para te ameaçar de morte ou para dizer que vai se matar. E que jogue a primeira pedra quem nunca fez isso também!

– Se você quer muito irritar qualquer parte, em qualquer ponto de vista, procure os amigos ou amigas do amado (a) para falar mal dele (a). Com certeza este ponto será importantíssimo para causar a guerra psicológica na vítima. Também envolver amigos pode ser bem vindo para irritar muito o alvo, em qualquer situação da relação.

– Ficar com ciúmes é algo que vai acontecer, mesmo se você decidiu não dividir mais a escova de dente com a pessoa. Portanto, prepare-se para perdoar e ser perdoado em ocasiões de fúria. Eu já xinguei uma menina de 20 anos de vadia (coitada!), e xinguei a mesma menina de frígida, mal amada, ruim de cama, corna, entre outras coisas. Ela nem tinha nada a ver com a minha fúria, e só foi pior.

– Ahhhh, se você ficar com alguém ou a seu/sua ex ficar com alguém, batata: Todos pensam que começou antes de vocês terminarem. O sexto sentido fica normalmente maluco em fases de fim de namoro, portanto, provavelmente está falho. Se você ficar com alguém, tenha argumentos pros ex´s surtados, pois eles vão surtar. E você, não surte se ela/ela ficar com alguém, porque isso é normal nesse mundo moderno promíscuo que se chama Brasil!

– Não fique com a amiga dela ou com o amigo dele NUNCA. Isso será usado contra você no tribunal o quanto antes. A não ser que você queira realmente irritar a pessoa e destruir uma amizade.

– Não ache que ele/ela vai voltar para você só porque você diz que está morrendo. A melhor forma de reconquistar alguém é estar bem, centrado, se divertindo. Inclusive irrita bastante ver que ser ex está numa boa enquanto você está tendo convulsões durante as madrugadas frias/quentes.

– Não surte. Se surtar, não deixe o outro saber, porque depois, o outro verá que você está bem e se perguntará: Ué, ontem aquele canalha não estava chorando? Ontem aquela vaca não me ligou dizendo que me ama? Pois é… Legal pra cacete!

– Fique neutro. Evite conflitos. Não aceite provocações. Agora, se você cair na tentação, cause o suficiente para mandar tudo para os infernos e jogar merda no ventilador.

– Caso você pare no Motel com o ex ou com a ex, reflita se você procurava amor, sexo, reconciliação ou apenas uma foda casual. Ex-namorados (as) são ótimos para fodas casuais, o problema é que se envolve muito sentimento e dá trabalho. Portanto, seu ex-namorado normalmente não pode ser eleito seu P.A e vice-versa.

– Não, ele não é o melhor do mundo, ela não é a mais gostosa, nós não somos os melhores. Pode apagando isso da memória já!

– Caia na balada. Álcool normalmente ajuda a esquecer, mas no dia seguinte, é choro e ressaca na certa!

 Claro, este manual foi escrito em 10 minutos, numa compilação de mil histórias, vividas por mim, amigos, amigas, ex-namorados e no fim, a gente vê que é tudo igual, machuca do mesmo jeito, mas nos torna tão humanos. Pé no chão, que o Clube tá num vai que não vai, mas ainda permanece firme e forte!

Trilha Sonora: There´s a light that never goes out – The Smiths