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O Resgate

junho 24, 2014

Lembrei a senha do Blog. Não sei se choro ou se escrevo um livro…

Inveja

fevereiro 11, 2011

Isso aqui era pra ser um blog entre amigas, que não têm medo de falar sobre sexo. Acontece que no fundo, temos medo de falar sobre sexo e começamos a falar sobre amor, antes tão temido por nós (afinal, sexo é um negócio bem mais fácil de se falar, não?).

O Clube nasceu para contarmos nossos mistérios, histórias alheias, era para parecer uma mesa de bar. Mas depois, começamos a mostrar que somos humanas e também amamos. Também nos apaixonamos. Também somos mães, profissionais, donas de casa e amazonas.

Também acontece que nossa vida maluca e nossos relacionamentos nos impedem de escrever mil coisas. Qualquer palavrinha é motivo para discórdia ou desconfiança. Não é legal ter a vida exposta dessa maneira, sob o ponto de vista de alguém que nos ama e quer construir uma vida conosco. Complicado!

Acontece que me passaram este blog Sem Vergonha (clique aqui e saiba qual) e a minha vida mudou. Puta que pariu, que inveja dessa jornalista! Queria escrever metade do que ela escreve com metade da coragem dela. Porém, ela não tem nome. Não sabemos quem ela é.

A Playboy é foda. Quando eu tinha uns 22 anos, queria ser colunista da Playboy, mas eu era só mais uma pirralha que gostava de escrever.

Mas aos 18, eu queria ser aos 28 algo bem parecido ao que sou hoje.

E hoje, aos 28, eu queria ser essa jornalista, que ganha a vida escrevendo e, melhor ainda, sobre sexo.

Enfim. Essa “vaca” (no bom sentido) dessa jornalista escreve bem e consegue me deixar “molhada” ao ler seu blog. Porra! Inveja é pouca.

Trilha Sonora: Space Captain – Herbie Hancock

Uma carta para alguém!

outubro 22, 2010

Escrevo para você, que sabe como me amar.

Que me ama com todos os poros e todas as forças, como se eu fosse a última mulher do mundo. Que me beija enquanto me ama, e pede para que eu seja sua para o resto da vida. Peço a você que entenda essas palavras como rendição a ti, pois quero que você me tenha para sempre.

Quero te perdoar, mas fantasmas aparecem e eu penso em tudo de mal que você fez a mim. Mas em seguida me lembro da noite de ontem. E também na de anteontem e naquelas tantas outras em que você me amou no carro, na sua cama pequena ou em tantos lugares só nossos.

Será que é você? Será que você não vai mudar? Será que você não vai surtar? Porque preciso de você são ao meu lado, mesmo com suas maniazinhas chatas, mesmo com a bagunça que você faz na minha cozinha, mesmo com tudo que você fez. Por que ainda quero você? Por que você é tão torto em tudo, me diz?

Você me perturba como pensamento bobo, que aparece do nada no meio da tarde. E tenho que me controlar para não me molhar pensando nas coisas que só você faz comigo. Lembro do seu rosto pedindo para eu dizer quem é meu homem e mandando em mim na parte que mais sou dona de mim. Quero ter você toda hora, penso nos nossos filhos em uma soneca enquanto fazemos amor num sábado à tarde.

Penso em nós brincando de leão e em você pedindo para que nosso cachorro seja um labrador bobão e se chame Ollie. Planejar vidas, coisas de namorados. E eu planejei não te ter nunca mais, e tão rápido você voltou, me implorando um perdão que não sei se virá. Mas te quero tanto. E cada vez que passamos a noite juntos, tenho vontade de encarar o mundo para tê-lo novamente.

Eu acho que sou sua novamente, mas se você pisar na bola, eu vou arrancar seu “brio” fora. Risos.

By the way, isso não é sexo. É amor.

Tua,

Mariana

Trilha Sonora: Every Morning – Sugar Ray

Recebi por e-mail e adorei!

outubro 14, 2010

“O aborto” e o que penso sobre ele.

outubro 9, 2010

Estou em um Seminário, e acabei fugindo para os computadores, com uma sede de escrever. Estou muito puta com algo e resolvi desabafar. Primeiro nunca falamos de política e nem pretendemos, apesar de minha inclinação partidária, minhas amigas me matariam por isso. Porém, algo nessas eleições me deixou realmente chateada e este tema meus caros, estava para entrar neste blog há tempos: Ser contra ou a favor do aborto?

Não estou aqui para ser falsa moralista ou levantar bandeiras feministas, mas o aborto hoje ainda é tabu no Brasil e nós, mulheres modernas (e não feministas), devemos falar abertamente sobre isso e expressar nossa opinião: Se é não, porque não. Se é sim, porque sim! Acho que antes de qualquer coisa, precisamos pensar o que é certo ou errado dentro da sociedade brasileira e levantar a situação social precária em que estamos.

Sim, sou a favor da descriminalização do aborto. Mas também, sou a favor de uma política instituída em relação a ele. O fato é que os Brasileiros, de uma maneira geral, são um pouco acomodados. E há um medo de que o aborto se torne uma prática anticoncepcional.

Bom, vou aos poucos falar sobre o que penso e tentar organizar minhas idéias. Mas desde que o mundo é mundo, mulheres se enfiam em locais proibidos para a prática abortiva. Na Grécia, na China, no Japão e em mais milhares de lugares, em algum momento da história do mundo, ter filhos foi um problema. Hoje, na maioria dos países da Europa, mulheres podem escolher entre a gravidez ou não até o terceiro mês de gestação – Isso se chama livre arbítrio e é nisso que eu acredito: A gestação pode ser uma escolha até seu terceiro mês, segundo a minha opinião – os religiosos que me perdoem! Não estamos falando de alma, espírito, mas MUITOS médicos defendem esta prática, e ainda afirmam que o feto até este período não está formado, e a prática do aborto não prejudicaria a saúde da gestante.

Trazendo para a realidade brasileira, sei de casos simples (sim, pessoas próximas a mim cometeram este tipo de “delito”) como tomar remédios abortivos comprados no mercado negro; também sei de casos de abortos realizados em clínicas porcas ilegais, mas também sei de casos de mulheres que abortaram com agulhas de crochê (imaginem a cena e choque-se!). Histórias dos anos 50, 60, 70, 80, 90 e 2000. Aí me pergunto: Por que ainda não tratamos o aborto como algo prioritário em nossa vida e sociedade?

Não acho que o aborto deva ser método anticoncepcional de forma alguma, como já citado acima, mas o Brasil precisa discutir essa questão, porque sexo é cultural também em nosso país, e não podemos simplesmente fechar os olhos para isso. Por isso, as mulheres devem se juntas e pensar, juntas, no que seria o ideal para nossa sociedade. Sem falso moralismo, ou questões éticas, sociais e religiosas. Hoje, é uma urgência – Queremos ou não bebês nesta sociedade?

No meio disso, vejo uma eleição retrógrada, onde TODOS os candidatos resolveram usar o aborto como arma de ataque. A minha primeira opção de voto, Marina Silva, derrotada no primeiro turno, é contra a prática do aborto. Porém, seu partido (e meu partido) é completamente defensor da causa. Os Verdes da Europa foram grandes responsáveis pela exceção feminina no Velho Mundo e defendem com unhas e dentes o livre arbítrio. E é quase nisso que acredito também.

Portanto, este é um primeiro texto reflexivo em que levanto o assunto do aborto. Já defendi o uso de preservativos, pílulas, entre outras coisas. Não estou esquecendo o resto. Mas simplesmente acho um absurdo a nossa sociedade estar estacionada no tempo. O que eu gostaria? Não sei! Gostaria só que as pessoas parassem para pensar em como seriam suas vidas e as vidas dos amigos (as) se pudéssemos escolher em relação a ter um filho ou não.

Sim, DEVEMOS usar camisinha. Mas uma gestação, meus caros, deve ser tratada como linha de frente na prevenção de DST´s e Gravidez Indesejada. Filho não é doença, é benção: Ele também deve nascer como uma dádiva.

Eu, Mariana Perin, inicio uma campanha agora em prol da descriminalização do aborto. Inicio nominalmente em um blog sobre relacionamento por razões simples – Falamos sobre sexo!

Os responsáveis pelas Políticas Públicas de Saúde devem pensar nisso. Lendo este blog (link aqui), discordei da postura e militância radical política da autora, porém, concordo que estamos “andando para trás” nessas eleições. Eu vou votar em quem defender o direito das mulheres. E se ninguém defender meus ideais, serei obrigada a votar NULO.

(OBS: Gostaria de deixar claro que esta é uma posição minha e não envolve a opinião das outras autoras, amigas e parceiras de blog! Elas poderão opinar por elas mesmas, se quiserem, afinal, pregamos o livre arbítrio.)

Trilha Sonora: Grávida – Marina Lima

Manual do ex-namorado (a)

setembro 14, 2010

 Se tem uma coisa que é igual para todo mundo é final de namoro. Sem entrar em mérito o ponto de vista masculino ou feminino, finais de namoro são complicadíssimos. Por que sempre os dois estão machucadíssimos e em 95% dos casos, uma das partes tomou a decisão. Às vezes, as partes conseguem ser amigas depois da separação.

 Enfim, todo mundo sabe o que não fazer ao final de um namoro. Por isso, não sei se escrevo em forma de tópicos ou não, mas vou escrever o manual do ex-namorado (a), que também pode ser chamado de Manual da Des-conquista. Nele, juntei todas as minhas loucuras com as loucuras dos meus ex-namorados, e percebi que tudo é muito parecido. Leia e confira:

– Primeira regra: Avaliar se o término foi uma decisão de cabeça quente dos dois, se vai durar mesmo e se o ponto final é um ponto final.

– Não seja um espião de internet. Eu já fiz isso, machuca horrores, tanto se você levou ou tomou um pé na bunda. Evite dar um Google nos nicks cibernéticos do ex ou da ex, pois com certeza, quem procura, acha.

– Se você não estiver pronto para a amizade virtual, delete-o no facebook, MSN, twitter, Orkut, icq, telemensagem… A outra pessoa vai com certeza ficar chateada, mas quando o ex-casal estiver pronto para uma amizade, tudo isso voltará ao normal.

– Quando você tomou a decisão, não atenda as ligações da outra pessoa de forma alguma. Com certeza ela está te ligando ou pra te xingar, ou para te ameaçar de morte ou para dizer que vai se matar. E que jogue a primeira pedra quem nunca fez isso também!

– Se você quer muito irritar qualquer parte, em qualquer ponto de vista, procure os amigos ou amigas do amado (a) para falar mal dele (a). Com certeza este ponto será importantíssimo para causar a guerra psicológica na vítima. Também envolver amigos pode ser bem vindo para irritar muito o alvo, em qualquer situação da relação.

– Ficar com ciúmes é algo que vai acontecer, mesmo se você decidiu não dividir mais a escova de dente com a pessoa. Portanto, prepare-se para perdoar e ser perdoado em ocasiões de fúria. Eu já xinguei uma menina de 20 anos de vadia (coitada!), e xinguei a mesma menina de frígida, mal amada, ruim de cama, corna, entre outras coisas. Ela nem tinha nada a ver com a minha fúria, e só foi pior.

– Ahhhh, se você ficar com alguém ou a seu/sua ex ficar com alguém, batata: Todos pensam que começou antes de vocês terminarem. O sexto sentido fica normalmente maluco em fases de fim de namoro, portanto, provavelmente está falho. Se você ficar com alguém, tenha argumentos pros ex´s surtados, pois eles vão surtar. E você, não surte se ela/ela ficar com alguém, porque isso é normal nesse mundo moderno promíscuo que se chama Brasil!

– Não fique com a amiga dela ou com o amigo dele NUNCA. Isso será usado contra você no tribunal o quanto antes. A não ser que você queira realmente irritar a pessoa e destruir uma amizade.

– Não ache que ele/ela vai voltar para você só porque você diz que está morrendo. A melhor forma de reconquistar alguém é estar bem, centrado, se divertindo. Inclusive irrita bastante ver que ser ex está numa boa enquanto você está tendo convulsões durante as madrugadas frias/quentes.

– Não surte. Se surtar, não deixe o outro saber, porque depois, o outro verá que você está bem e se perguntará: Ué, ontem aquele canalha não estava chorando? Ontem aquela vaca não me ligou dizendo que me ama? Pois é… Legal pra cacete!

– Fique neutro. Evite conflitos. Não aceite provocações. Agora, se você cair na tentação, cause o suficiente para mandar tudo para os infernos e jogar merda no ventilador.

– Caso você pare no Motel com o ex ou com a ex, reflita se você procurava amor, sexo, reconciliação ou apenas uma foda casual. Ex-namorados (as) são ótimos para fodas casuais, o problema é que se envolve muito sentimento e dá trabalho. Portanto, seu ex-namorado normalmente não pode ser eleito seu P.A e vice-versa.

– Não, ele não é o melhor do mundo, ela não é a mais gostosa, nós não somos os melhores. Pode apagando isso da memória já!

– Caia na balada. Álcool normalmente ajuda a esquecer, mas no dia seguinte, é choro e ressaca na certa!

 Claro, este manual foi escrito em 10 minutos, numa compilação de mil histórias, vividas por mim, amigos, amigas, ex-namorados e no fim, a gente vê que é tudo igual, machuca do mesmo jeito, mas nos torna tão humanos. Pé no chão, que o Clube tá num vai que não vai, mas ainda permanece firme e forte!

Trilha Sonora: There´s a light that never goes out – The Smiths

Teoria do terceiro amor.

julho 20, 2010

Até meus 20 anos, eu não conhecia o amor. Até esta fase, tive 1 namorado e outros namoradinhos. Meu primeiro namorado, aquele com quem perdi a valorosa virgindade era um bom menino, lindo de doer. Um ótimo primeiro namorado, naqueles para contarmos história. Uma vez, num Motel, eu o vi deitado de bruços e entendi Da Vinci naquele momento. O moço era estonteante. Não o amei, mas ele serviu sim para que eu fosse amada pela primeira vez na vida.

Meu primeiro amor surgiu na faculdade. Ele era amigo de uma paixonite besta que tive. Em uma viagem, eu chorava pela paixonite como uma retardada. Tinha tomado uma medida abusiva de álcool e experimentado sintéticos. Lembro-me dele (o amor, não a paixonite), cuidando de mim, e acho que ali começamos a nos amar. Ele queria outra, eu queria outro, e de repente, algo mudou. Hoje, escrevendo este texto, lembro de estar deitada no colo daquele amigo, chorando, e olhar para cima e ver aquele rosto rosado, fazendo cafuné e olhando para mim. Um topete brega e óculos que não mereciam a minha atenção. Mas ali conheci o amor. Com este mesmo amor, cresci. Conheci com ele a dor de amar, a dor da separação, a dor da loucura, a dor da traição, dores de gente grande que ninguém pode apagar. Não é à toa que alguns amigos e inclusive minha mãe, acham que ficaremos juntos algum dia. Porque eu sofri tanto, tanto, tanto, tanto, mas hoje ainda o amo com uma ternura ímpar. E ele é meu melhor amigo e tem muito de mim, porque mesmo separados, crescemos. Ele conheceu a noite, a arte da fotografia, muitas mulheres – e eu conheci a música, os shows, os grandes eventos. Mas de uma forma ou de outra, sempre estivemos muito conectados. Separamos-nos eu já morava sozinha e acho que estava preparada para encarar a vida como mulher, e não como menina. Mas devemos um ao outro Domingos de Oliveira. Meu mentor e mentor do meu primeiro amor.

Pela primeira vez solteira, aprendi o que é independência. O que é chegar de manhã em casa porque passou a noite papeando nua no Copan com um moço cineasta que conheceu num inferninho de rock, transar com um colega da faculdade sem ninguém ficar sabendo, ou mesmo se apaixonar por uma, duas, três pessoas ao mesmo tempo, receber cantadas dos homens e das mulheres mais lindos já vistos. Ali, comecei a ter histórias e de repente, casei.

Morei junto, by the way, mas foi um casamento. No começo, eu não gostava tanto dele e demoramos um mês para transar, um dormindo com o outro todos os dias. Acho que eu o amei quando nos amamos de verdade, quando transamos pela primeira vez. Eu senti ali o que nunca havia sentido antes, um amor diferente, uma coisa diferente. Sentia-me mulher nos braços de um homem que nunca deixaria nada de ruim acontecer comigo. Até então, o melhor sexo, o melhor amor, a melhor companhia, os melhores discos, os melhores baseados, as melhores festas, o melhor rock. Eu era boa nisso também. Não éramos iniciantes, éramos bon vivants da vida, curtindo o melhor juntos. Já disse muito dele aqui no blog. Semana passada, peguei o telefone, pensei em discar para dizer que ele sempre será muito em mim, mas resolvi desistir, porque no fundo, ele sabe disso. No ano passado, vivi coisas com este amor que matou o pouco de amor que ainda vivia em mim. Foi muito doloroso tirá-lo de mim, porque quando fui embora da nossa casinha, eu ainda o amava muito. Mas essa história de coisas boas e ruins, quem é leitor do blog, já conhece.

E depois? O que restou? O Domingos de Oliveira e o Vinícius de Moraes (aliás, por que os dois têm linhas de raciocínio tão parecidas?) dizem que o homem nasceu para amar. E que se não há dor, não se fará valer a pena.

Engraçado ter um sentimento novo dentro de mim, talvez a nova história do terceiro amor. O terceiro amor deve ser o terceiro olho, algo que sai dos nossos chakras e nos faz enxergar além dos limites da paixão, do sexo, do tesão. O terceiro amor deve ser aquele ingrediente secreto da mulher de quase trinta, aquele cara que vem para ser seu amor e aceita seus brinquedinhos de gente grande, suas calcinhas minúsculas (e as beges também). Mas é relâmpago, voa, e te prepara para o que está por vir e tira da sua cabeça os traumas do passado. É quase que a nossa especialização, nossa pós-graduação na dor de amar. O terceiro amor também é o melhor sexo, putaquepariu! É aquele cara (ou aquela pessoa, no caso dos homens), que vira sua vida de cabeça pra baixo porque você só pensa em trepar todo o tempo do mundo com essa pessoa. Mas, como você já se relacionou antes, você enxerga os defeitos, se torna um pouco egoísta e egocêntrico.

Todas as pessoas do meu hall de convívio entendem esta fase. Todos os meus amigos estão na fase de transição do terceiro para o quarto amor, mas ninguém quer dar o passo de libertação, tão fácil no passado. Meus melhores amigos e amigas amaram três vezes. Será que amaremos mais?

Eu ainda gosto do número cinco e, como todo leitor de Nick Nornby e seu clássico Alta Fidelidade, como definir sua vida sem cinco preferências, sem seu top 5? Eu consigo definir minhas melhores 5 transas, meus melhores 5 beijos, as melhores 5 músicas para dançar coladinho, as melhores 5 músicas de amizade, os melhores lugares para comer uma salada, os 5 lugares mais bonitos que já fui. Só não consigo definir minhas 5 melhores amigas, porque elas são 7, apesar das minhas duas fiéis escudeiras. Enfim…

Será que vou amar mais duas vezes? Porque eu não estou nem um pouco preparada para sofrer novamente. Porque a dor de cada novo amor é única e é nova, e parece que é gradual, que é novidade. Eu sofri muito quando perdi meu primeiro amor, parecia que eu ia morrer. Eu quase não sofri quando meu casamento terminou, fui sofrendo gradualmente, por um longo ano de solidão, roquenrou e solteirice party of life, que ajudou bastante o processo.

E agora, meu sofrimento me motiva a provar para mim mesma que sou a melhor pessoa para ele, mesmo sabendo que fui mesquinha, egoísta, maldosa e mais um montão de coisas ruins que se pode dizer de uma pessoa. Mas que existe perdão. E existem segundas chances. Não é possível que todas as pessoas com quem conversei pensem que mereço uma chance e isso ser errado!

Mas eu não sei se sou seu terceiro amor. E estou na esperança de serem balelas todos esses números, suposições, teorias da cultura pop que tanto nos assombram e acreditar sim, que sou o amor de sua vida.

Anyway, life goes on.

Trilha sonora: Everywhere – Michelle Branch

Ré Confessa!

julho 16, 2010

 Boa noite queridos leitores. Estou de volta para mais um drama de Mariana, ou melhor, mais uma das histórias engraçadas e bobas que nós postamos por aqui. Na verdade, depois de passar algumas horas sob custódia de melhores amigas, perguntas e mais perguntas apareceram na minha cabeça.

 Ontem, conheci pessoalmente um leitor do blog e morri de vergonha – afinal, ele estava em uma palestra promovida aqui no local em que trabalho. Aí ele disse: “Poxa, vocês deveriam voltar com o Clube, já que lemos coisas tão úteis por lá! Não liga pro falso moralismo não…”. Coloquei a mão na minha cabecinha, refleti, e na verdade, eu cheguei à conclusão que fiquei meio de saco cheio do blog, porque as histórias são sempre as mesmas.

 Foda-se com quem você transa ou com quem você se relaciona, sempre uma das partes vai sair machucada. Uma amiga minha estava me mostrando suas mensagens com seu P.A (pênis amigo) e o P.A, do nada, começou a sentir ciúmes dela. Engraçado isso, o P.A bem que podia ter várias, mas ela não? E por aí vai.

 No mesmo, podemos comparar os relacionamentos. A gente encontra alguém legal, trepa gostoso, começa um relacionamento, e de uma hora para outra ambos começam a errar absurdamente, a ponto de colocar um “pseudo” amor a perder. Ao colocar a mão na minha cabecinha, de novo, fico puta da vida como nós, mulheres, nos permitimos bater sempre na mesma tecla e se machucar da mesma forma?

 Igual se apaixonar por cara casado – É sempre uma bosta. O cara fala que te ama, mas deita com outra. É assim com todas que conheci. Aposto que ele come você e come ela do mesmo jeito, sempre. O mesmo vale para enrolados e namorados de outrem – ele fala a mesma coisa pra ela e pra você, viu “mulher mais gostosa do mundo!”?

 Falando em mulher mais gostosa do mundo, não adianta merda nenhuma você se dar bem com alguém na cama – fato. No dia a dia, ele vai te machucar e você vai machucá-lo. Sabe quantas vezes isso já aconteceu comigo? Pelo menos umas cinco. No meu caso, todos eles eram muito parecidos, inclusive na personalidade. Meus maiores tombos, meus maiores segredos, minhas maiores dores.

 Conversando com a Michelle, minha amiga e parceira deste blog, ela me disse uma coisa que fez muito sentido. Muitas vezes, o cara é um puta cara legal, um gostoso na cama, mas não é na verdade o que queremos. E outro, que é um pouco mais lento, mas inteligentíssimo quanto o outro, pode ser o melhor parceiro para a vida toda.

 Estamos numa idade em que não escolhemos o par perfeito, escolhemos o “pai perfeito”, o cara certo para ser pai dos nossos filhos. Sei lá se passa uma certa loucura nossa, mas ninguém aqui está mais na idade de putaria. A gente está na idade de tomar conta de nossa mente e corpo sãos. E se existe uma escolha a ser feita, a gente não quer um qualquer, a gente quer um cara que possa compartilhar uma vida com a gente.

 Não é neurose de namoro ou de relacionamento, é que não dá mais para perder tempo com relacionamentos que dure pouco tempo, por vaidade nossa ou alheia. Os relacionamentos podem e devem ter um “porém”, um “porquê” de existência. Por que sexo, convenhamos, a gente acha em qualquer esquina.

 Precisei de muito ansiolítico para parar de chorar. Mas como dizem minhas amigas, minha dor de um coração quebrado são profundas e intensas, mas eu tenho a sorte de tê-las por no máximo 48 horas. Desta vez, 20 horas foram mais que o suficiente para erguer minha cabeça, enxugar a meleca do nariz e ter certeza de que eu tentei! E ainda estou aberta para amar (e para o meu amor!)!

 Obrigada leitores, acho mesmo que não pararemos com isto aqui. E quanto mais dores, mais histórias para contar, não é? Mas quando estamos com alguém, perdemos um pouco desta coragem de contar um pouquinho destas vidinhas, neste diário virtual. Vocês nos perdoam?

Vou dar uma de hippie e citar Marisa Monte e Arnaldo Antunes, sem contexto nenhum, mas essa música expressa muita coisa que muitas mulheres querem dizer: “Por isso não vá embora, por isso não me deixe nunca nunca mais!”.

 E eu te amo, caso você leia isto aqui.

Trilha sonora: The More you Ignore me, Closer I get – Morrisey.

Macacos, macacas e homo sapiens.

maio 8, 2010

Há pouco tempo, me contaram que a verticalização do homo sapiens se deu por um fator sexual.

Parece que, há milhares de anos, nós andávamos de quatro, quase como macacos. Os homens se sentiam cada vez mais atraídos pelo cheiro e imagem da vagina, sempre exposta para seu deleite. As fêmeas, no entanto, começaram a se proteger, e cada vez mais forçavam seu corpo para cima, a fim de esconder o que mais as deixavam desprotegidas e dominavam seu bando desta forma, como uma conquista ao prêmio de “ouro”.

Lógico que esta teoria me foi exposta num bar e, por motivos lógicos não pesquisei nenhum fundamento que a comprovasse, nem menos no Google. Mas comecei a refletir em relação às posições sexuais e o fato do sexo ser algo racional e pensado para o Ser Humano.

Conversando com amigas, 90% delas afirmaram ter preferência pela posição “4” (quase igual aos antigos homens-macacos), em que as mulheres ficam apoiadas em seus braços, cotovelos e joelhos. A explicação que todas me deram coincide com a minha opinião: É uma opção sem muitos malabarismos em que a mulher atinge o orgasmo facilmente.

Só que, contrariando esta minha pequena pesquisa, meus amigos afirmaram que a maioria das mulheres com que eles vão para a cama odeia esta posição. E os meninos também me afirmaram que, no ato sexual, a posição que a maioria masculina aprecia é “papai e mamãe”.

Eu não desgosto de nenhuma posição sexual, mas para mim, sexo é um ciclo. Não acredito em nada que tenha uma sensação retilínea. Parece propaganda da Skol, mas sexo tem que ser redondo. Será que só para mim é assim? Mas ao mesmo tempo, não existe um manual de certo e errado. Tem gente que gosta de violência, tem gente que gosta de ir “devagarinho”, tem gente que gosta de sexo selvagem. Eu defino meu gosto em uma forma geométrica ué!? Redondo!

Voltando ao início deste post, acho que esse lado “macaco” que temos, tem resquícios culturais, pois no século XIX e até metade do século XX, os homens procuravam mulheres de anca larga para satisfazê-los sexualmente e gerar melhor suas crias.

Somos animais?

Não sei! Mas agradeço muito à minha natureza Brasileira. Considero, nós três, mentoras deste blog, mulheres que nasceram para serem amadas.

Macaquinhos à parte, gosto de pensar que também temos um lado animal que explica porque encaramos o sexo como arte, conquista, política ou simplesmente prazer.

Trilha Sonora: Dor Elegante – Itamar Assumpção

Um diálogo entre amigas de 20 e tantos anos.

maio 3, 2010

Amiga: Poxa, mas foi assim mesmo?

Friend: Foi. Não aguento mais. E ele não para de mandar mensagens, não entende as coisas direito. Não sei se eu tenho coragem de falar a verdade para ele.

Amiga: Mas pensa, não é melhor esquecer os seus atuais problemas amorosos (e sexuais) e encarar uma passagem aérea de presente?

Friend: Eu não sei o que fazer Amiga!

Amiga: Pensa só numa coisa… Melhor aceitar a passagem aérea e encarar um jegue, que ficar no Brasil e aguentar um midi-bomb com uma pelinha a mais!

1 – Desculpem meninos, mas sim, nós as vezes falamos como homens!

2 – Tudo importa. Cheiro importa, tamanho importa, textura importa.

3 – Química é tudo.

Trilha Sonora: No Scrubs – TLC