Teoria do terceiro amor.

julho 20, 2010 by

Até meus 20 anos, eu não conhecia o amor. Até esta fase, tive 1 namorado e outros namoradinhos. Meu primeiro namorado, aquele com quem perdi a valorosa virgindade era um bom menino, lindo de doer. Um ótimo primeiro namorado, naqueles para contarmos história. Uma vez, num Motel, eu o vi deitado de bruços e entendi Da Vinci naquele momento. O moço era estonteante. Não o amei, mas ele serviu sim para que eu fosse amada pela primeira vez na vida.

Meu primeiro amor surgiu na faculdade. Ele era amigo de uma paixonite besta que tive. Em uma viagem, eu chorava pela paixonite como uma retardada. Tinha tomado uma medida abusiva de álcool e experimentado sintéticos. Lembro-me dele (o amor, não a paixonite), cuidando de mim, e acho que ali começamos a nos amar. Ele queria outra, eu queria outro, e de repente, algo mudou. Hoje, escrevendo este texto, lembro de estar deitada no colo daquele amigo, chorando, e olhar para cima e ver aquele rosto rosado, fazendo cafuné e olhando para mim. Um topete brega e óculos que não mereciam a minha atenção. Mas ali conheci o amor. Com este mesmo amor, cresci. Conheci com ele a dor de amar, a dor da separação, a dor da loucura, a dor da traição, dores de gente grande que ninguém pode apagar. Não é à toa que alguns amigos e inclusive minha mãe, acham que ficaremos juntos algum dia. Porque eu sofri tanto, tanto, tanto, tanto, mas hoje ainda o amo com uma ternura ímpar. E ele é meu melhor amigo e tem muito de mim, porque mesmo separados, crescemos. Ele conheceu a noite, a arte da fotografia, muitas mulheres – e eu conheci a música, os shows, os grandes eventos. Mas de uma forma ou de outra, sempre estivemos muito conectados. Separamos-nos eu já morava sozinha e acho que estava preparada para encarar a vida como mulher, e não como menina. Mas devemos um ao outro Domingos de Oliveira. Meu mentor e mentor do meu primeiro amor.

Pela primeira vez solteira, aprendi o que é independência. O que é chegar de manhã em casa porque passou a noite papeando nua no Copan com um moço cineasta que conheceu num inferninho de rock, transar com um colega da faculdade sem ninguém ficar sabendo, ou mesmo se apaixonar por uma, duas, três pessoas ao mesmo tempo, receber cantadas dos homens e das mulheres mais lindos já vistos. Ali, comecei a ter histórias e de repente, casei.

Morei junto, by the way, mas foi um casamento. No começo, eu não gostava tanto dele e demoramos um mês para transar, um dormindo com o outro todos os dias. Acho que eu o amei quando nos amamos de verdade, quando transamos pela primeira vez. Eu senti ali o que nunca havia sentido antes, um amor diferente, uma coisa diferente. Sentia-me mulher nos braços de um homem que nunca deixaria nada de ruim acontecer comigo. Até então, o melhor sexo, o melhor amor, a melhor companhia, os melhores discos, os melhores baseados, as melhores festas, o melhor rock. Eu era boa nisso também. Não éramos iniciantes, éramos bon vivants da vida, curtindo o melhor juntos. Já disse muito dele aqui no blog. Semana passada, peguei o telefone, pensei em discar para dizer que ele sempre será muito em mim, mas resolvi desistir, porque no fundo, ele sabe disso. No ano passado, vivi coisas com este amor que matou o pouco de amor que ainda vivia em mim. Foi muito doloroso tirá-lo de mim, porque quando fui embora da nossa casinha, eu ainda o amava muito. Mas essa história de coisas boas e ruins, quem é leitor do blog, já conhece.

E depois? O que restou? O Domingos de Oliveira e o Vinícius de Moraes (aliás, por que os dois têm linhas de raciocínio tão parecidas?) dizem que o homem nasceu para amar. E que se não há dor, não se fará valer a pena.

Engraçado ter um sentimento novo dentro de mim, talvez a nova história do terceiro amor. O terceiro amor deve ser o terceiro olho, algo que sai dos nossos chakras e nos faz enxergar além dos limites da paixão, do sexo, do tesão. O terceiro amor deve ser aquele ingrediente secreto da mulher de quase trinta, aquele cara que vem para ser seu amor e aceita seus brinquedinhos de gente grande, suas calcinhas minúsculas (e as beges também). Mas é relâmpago, voa, e te prepara para o que está por vir e tira da sua cabeça os traumas do passado. É quase que a nossa especialização, nossa pós-graduação na dor de amar. O terceiro amor também é o melhor sexo, putaquepariu! É aquele cara (ou aquela pessoa, no caso dos homens), que vira sua vida de cabeça pra baixo porque você só pensa em trepar todo o tempo do mundo com essa pessoa. Mas, como você já se relacionou antes, você enxerga os defeitos, se torna um pouco egoísta e egocêntrico.

Todas as pessoas do meu hall de convívio entendem esta fase. Todos os meus amigos estão na fase de transição do terceiro para o quarto amor, mas ninguém quer dar o passo de libertação, tão fácil no passado. Meus melhores amigos e amigas amaram três vezes. Será que amaremos mais?

Eu ainda gosto do número cinco e, como todo leitor de Nick Nornby e seu clássico Alta Fidelidade, como definir sua vida sem cinco preferências, sem seu top 5? Eu consigo definir minhas melhores 5 transas, meus melhores 5 beijos, as melhores 5 músicas para dançar coladinho, as melhores 5 músicas de amizade, os melhores lugares para comer uma salada, os 5 lugares mais bonitos que já fui. Só não consigo definir minhas 5 melhores amigas, porque elas são 7, apesar das minhas duas fiéis escudeiras. Enfim…

Será que vou amar mais duas vezes? Porque eu não estou nem um pouco preparada para sofrer novamente. Porque a dor de cada novo amor é única e é nova, e parece que é gradual, que é novidade. Eu sofri muito quando perdi meu primeiro amor, parecia que eu ia morrer. Eu quase não sofri quando meu casamento terminou, fui sofrendo gradualmente, por um longo ano de solidão, roquenrou e solteirice party of life, que ajudou bastante o processo.

E agora, meu sofrimento me motiva a provar para mim mesma que sou a melhor pessoa para ele, mesmo sabendo que fui mesquinha, egoísta, maldosa e mais um montão de coisas ruins que se pode dizer de uma pessoa. Mas que existe perdão. E existem segundas chances. Não é possível que todas as pessoas com quem conversei pensem que mereço uma chance e isso ser errado!

Mas eu não sei se sou seu terceiro amor. E estou na esperança de serem balelas todos esses números, suposições, teorias da cultura pop que tanto nos assombram e acreditar sim, que sou o amor de sua vida.

Anyway, life goes on.

Trilha sonora: Everywhere – Michelle Branch

Ré Confessa!

julho 16, 2010 by

 Boa noite queridos leitores. Estou de volta para mais um drama de Mariana, ou melhor, mais uma das histórias engraçadas e bobas que nós postamos por aqui. Na verdade, depois de passar algumas horas sob custódia de melhores amigas, perguntas e mais perguntas apareceram na minha cabeça.

 Ontem, conheci pessoalmente um leitor do blog e morri de vergonha – afinal, ele estava em uma palestra promovida aqui no local em que trabalho. Aí ele disse: “Poxa, vocês deveriam voltar com o Clube, já que lemos coisas tão úteis por lá! Não liga pro falso moralismo não…”. Coloquei a mão na minha cabecinha, refleti, e na verdade, eu cheguei à conclusão que fiquei meio de saco cheio do blog, porque as histórias são sempre as mesmas.

 Foda-se com quem você transa ou com quem você se relaciona, sempre uma das partes vai sair machucada. Uma amiga minha estava me mostrando suas mensagens com seu P.A (pênis amigo) e o P.A, do nada, começou a sentir ciúmes dela. Engraçado isso, o P.A bem que podia ter várias, mas ela não? E por aí vai.

 No mesmo, podemos comparar os relacionamentos. A gente encontra alguém legal, trepa gostoso, começa um relacionamento, e de uma hora para outra ambos começam a errar absurdamente, a ponto de colocar um “pseudo” amor a perder. Ao colocar a mão na minha cabecinha, de novo, fico puta da vida como nós, mulheres, nos permitimos bater sempre na mesma tecla e se machucar da mesma forma?

 Igual se apaixonar por cara casado – É sempre uma bosta. O cara fala que te ama, mas deita com outra. É assim com todas que conheci. Aposto que ele come você e come ela do mesmo jeito, sempre. O mesmo vale para enrolados e namorados de outrem – ele fala a mesma coisa pra ela e pra você, viu “mulher mais gostosa do mundo!”?

 Falando em mulher mais gostosa do mundo, não adianta merda nenhuma você se dar bem com alguém na cama – fato. No dia a dia, ele vai te machucar e você vai machucá-lo. Sabe quantas vezes isso já aconteceu comigo? Pelo menos umas cinco. No meu caso, todos eles eram muito parecidos, inclusive na personalidade. Meus maiores tombos, meus maiores segredos, minhas maiores dores.

 Conversando com a Michelle, minha amiga e parceira deste blog, ela me disse uma coisa que fez muito sentido. Muitas vezes, o cara é um puta cara legal, um gostoso na cama, mas não é na verdade o que queremos. E outro, que é um pouco mais lento, mas inteligentíssimo quanto o outro, pode ser o melhor parceiro para a vida toda.

 Estamos numa idade em que não escolhemos o par perfeito, escolhemos o “pai perfeito”, o cara certo para ser pai dos nossos filhos. Sei lá se passa uma certa loucura nossa, mas ninguém aqui está mais na idade de putaria. A gente está na idade de tomar conta de nossa mente e corpo sãos. E se existe uma escolha a ser feita, a gente não quer um qualquer, a gente quer um cara que possa compartilhar uma vida com a gente.

 Não é neurose de namoro ou de relacionamento, é que não dá mais para perder tempo com relacionamentos que dure pouco tempo, por vaidade nossa ou alheia. Os relacionamentos podem e devem ter um “porém”, um “porquê” de existência. Por que sexo, convenhamos, a gente acha em qualquer esquina.

 Precisei de muito ansiolítico para parar de chorar. Mas como dizem minhas amigas, minha dor de um coração quebrado são profundas e intensas, mas eu tenho a sorte de tê-las por no máximo 48 horas. Desta vez, 20 horas foram mais que o suficiente para erguer minha cabeça, enxugar a meleca do nariz e ter certeza de que eu tentei! E ainda estou aberta para amar (e para o meu amor!)!

 Obrigada leitores, acho mesmo que não pararemos com isto aqui. E quanto mais dores, mais histórias para contar, não é? Mas quando estamos com alguém, perdemos um pouco desta coragem de contar um pouquinho destas vidinhas, neste diário virtual. Vocês nos perdoam?

Vou dar uma de hippie e citar Marisa Monte e Arnaldo Antunes, sem contexto nenhum, mas essa música expressa muita coisa que muitas mulheres querem dizer: “Por isso não vá embora, por isso não me deixe nunca nunca mais!”.

 E eu te amo, caso você leia isto aqui.

Trilha sonora: The More you Ignore me, Closer I get – Morrisey.

Macacos, macacas e homo sapiens.

maio 8, 2010 by

Há pouco tempo, me contaram que a verticalização do homo sapiens se deu por um fator sexual.

Parece que, há milhares de anos, nós andávamos de quatro, quase como macacos. Os homens se sentiam cada vez mais atraídos pelo cheiro e imagem da vagina, sempre exposta para seu deleite. As fêmeas, no entanto, começaram a se proteger, e cada vez mais forçavam seu corpo para cima, a fim de esconder o que mais as deixavam desprotegidas e dominavam seu bando desta forma, como uma conquista ao prêmio de “ouro”.

Lógico que esta teoria me foi exposta num bar e, por motivos lógicos não pesquisei nenhum fundamento que a comprovasse, nem menos no Google. Mas comecei a refletir em relação às posições sexuais e o fato do sexo ser algo racional e pensado para o Ser Humano.

Conversando com amigas, 90% delas afirmaram ter preferência pela posição “4” (quase igual aos antigos homens-macacos), em que as mulheres ficam apoiadas em seus braços, cotovelos e joelhos. A explicação que todas me deram coincide com a minha opinião: É uma opção sem muitos malabarismos em que a mulher atinge o orgasmo facilmente.

Só que, contrariando esta minha pequena pesquisa, meus amigos afirmaram que a maioria das mulheres com que eles vão para a cama odeia esta posição. E os meninos também me afirmaram que, no ato sexual, a posição que a maioria masculina aprecia é “papai e mamãe”.

Eu não desgosto de nenhuma posição sexual, mas para mim, sexo é um ciclo. Não acredito em nada que tenha uma sensação retilínea. Parece propaganda da Skol, mas sexo tem que ser redondo. Será que só para mim é assim? Mas ao mesmo tempo, não existe um manual de certo e errado. Tem gente que gosta de violência, tem gente que gosta de ir “devagarinho”, tem gente que gosta de sexo selvagem. Eu defino meu gosto em uma forma geométrica ué!? Redondo!

Voltando ao início deste post, acho que esse lado “macaco” que temos, tem resquícios culturais, pois no século XIX e até metade do século XX, os homens procuravam mulheres de anca larga para satisfazê-los sexualmente e gerar melhor suas crias.

Somos animais?

Não sei! Mas agradeço muito à minha natureza Brasileira. Considero, nós três, mentoras deste blog, mulheres que nasceram para serem amadas.

Macaquinhos à parte, gosto de pensar que também temos um lado animal que explica porque encaramos o sexo como arte, conquista, política ou simplesmente prazer.

Trilha Sonora: Dor Elegante – Itamar Assumpção

Vantagens e Desvantagens de morar só!

maio 7, 2010 by

Ahhhhh eu seria capaz de fazer uma lista imensa de coisas boas e outras nem tanto, afinal, nem só de dias brancos vive-se um independente.

Moro sozinha há tanto tempo, que nem sei mais como seria dividir o “meu” espaço com alguém e confesso que estou curiosa para redescobrir isso de novo!;)

** Vantagens:

– A casa nunca fica vazia, mesmo que você queira e quando você pede, ela é só sua, seu único e confortável refúgio;
– Os amigos se convidam e isso é muito bom, porque afinal você faz com que todos sintam-se em casa;
– Economia e segurança na certa, ao invés de barzinho, a balada é no seu cantinho;
– A geladeira fica cheia de baboseira, cerveja, limão, danone, vodka e afins… comida de verdade que é bom, só pedindo delivery, ou quando as meninas resolvem invadir sua cozinha e fazer uma janta coletiva;
– Na dispensa você encontra miojo, enlatados, sopa de caneca, gelatina e suco de saquinho, em alguns casos algum pacote de macarrão e molho, já que é a pedida mais rápida;
– Ha quem se engane em pensar que só porque somos solteiras, nossa casa é um motel, e não é mesmo! Tá querendo uma farra, pague um motel, é o mínimo, em casa, só amigos e festinhas para os mais íntimos;
– Obvio que um ou outro escorregão acontece no banheiro, no corredor ou na cozinha, afinal, durante alguma festinha, dá pra fazer vista grossa;
– Essas e outras coisas divertidíssimas que só acontecem na propriedade dos solteiros….

** Desvantagens:

– Sujeira, reclamações da vizinhança, fofoca da vizinha chata;
– A falta de silêncio e privacidade algumas vezes;
– A falta de bom senso do amigo engraçadinho daquele seu amigo que quase não se socializa, mas também não saca que tem hora pra ir embora;
– Alguns otários que resolvem te ligar de madrugada só porque você mora sozinha e acham que sua casa é uma “zona” e podem ir com outros amigos para farrear;
– A falta de comida e de itens saudáveis na geladeira;
– A falta de ter alguém pra cuidar de você quando você está doente;
– Como nem sempre estamos “felizes”, morar sozinho é um grande aliado desses dias “infelizes”;
– Não ter pra quem reclamar que o dia foi um saco, que sua chefe é uma imbecil, que aquela pessoa de outro departamento não sabe o que faz e blablabla;
– Também não ter com quem confidenciar aquela paixão, aquele amasso, fofocar, falar mal pro puro prazer entre outras coisas….

Não é fácil morar sozinha e mesmo sendo super próxima das minhas amigas, temos vidas independentes, cada uma com seu trabalho, suas frustrações, saudades, angústias, medos e desejos…

Eu, por exemplo, só noto que estou sozinha quando fico doente ou quando é domingo, que fico sozinha em casa, sem ter o que fazer, sem ter com quem conversar ou reclamar…
Faz 3 dias que estou em casa e tô surtando, com dor e sozinha… é a vida, né?

Mas ser independente é uma troca que se faz com a vida e ainda acredito que é uma das melhores trocas que eu já fiz, porque eu ADORO morar sozinha, mesmo que isso implique em ficar triste de algumas vezes!

Trilha Sonora: Hoje Eu Quero Sair Só – Lenine

Um diálogo entre amigas de 20 e tantos anos.

maio 3, 2010 by

Amiga: Poxa, mas foi assim mesmo?

Friend: Foi. Não aguento mais. E ele não para de mandar mensagens, não entende as coisas direito. Não sei se eu tenho coragem de falar a verdade para ele.

Amiga: Mas pensa, não é melhor esquecer os seus atuais problemas amorosos (e sexuais) e encarar uma passagem aérea de presente?

Friend: Eu não sei o que fazer Amiga!

Amiga: Pensa só numa coisa… Melhor aceitar a passagem aérea e encarar um jegue, que ficar no Brasil e aguentar um midi-bomb com uma pelinha a mais!

1 – Desculpem meninos, mas sim, nós as vezes falamos como homens!

2 – Tudo importa. Cheiro importa, tamanho importa, textura importa.

3 – Química é tudo.

Trilha Sonora: No Scrubs – TLC

Acerca da minha ausência – E meus anseios virtuais.

março 24, 2010 by

De repente, você se depara com um computador. É um notebook, tem câmera embutida, um áudio razoável. Aí, você se vicia em MSN, twitter, Orkut, Facebook, Skype e afins. Como se a coisa mais natural do mundo fosse ter uma vida virtual bem mais agradável que a pessoal. De repente, você confia em outrem para mostrar-se na câmera e ultrapassar as barreiras da vergonha: Seja bem vindo ao sexo virtual!

Porque ultimamente, convenhamos, está mais seguro fazer sexo virtual. Não transmite AIDS. Mas o outro pode espalhar fotos suas pela internet. É… Não é tão seguro assim. Mas nem só de sexo virtual vive a vida cibernética de alguém. Não existem mais olhares, mais aconchegos, mais charme. O antes era mais romântico e hoje em dia, um “kkkkk” é mais interessante que ouvir aquela risada gostosa de quem se ama!

Hoje em dia, os encontros são marcados sem o esforço do telefonema. Brigas são torneadas entre palavras mal interpretadas de um sujeito em ação rápida com seus dedos. E olhos derramam lágrimas por efemeridades.

Assumo, estou um pouco cansada dessa vida virtual. Talvez pelo excesso dela. Talvez pela minha história de blogueira. Ultimamente, 140 caracteres me bastam, quando só necessitamos poucos para dizer “eu te amo” ou “estou com saudade”. A coisa ou é menor ou maior que um sentimento que, na verdade, pode ser verdadeiro ou não!

Boquinhas, charminho, olhinho, peitinho… O que somos capazes de fazer? Caras eróticas em fotologs administrados por crianças? Realmente, tenho me questionado a existência de tanta impessoalidade! Ainda mais quando interpretamos os erros do mundo sem olhar nos olhos. Estou com saudade da carne. Estou com saudade do meu amor!

Um Oi rapidinho!

março 23, 2010 by

A vida realmente nos reserva surpresas interessantes… Engraçado como uma ida ao banco, pode render algumas borboletas temporárias no estômago! rs

É claro que contato visual é extremamente importante, mas se não deixamos claro nosso interesse, é capaz de perdermos uma ótima oportunidade por simplesmente calar, então pessoas, vamos falar? Vamos parar de ter vergonha de sentir vontade?

Geralmente as mulheres são mais reservadas, sentem vergonha, não querem se “expor” por medo do que o outro vai pensar e coisas desse tipo! Acho que deixar a vontade transparecer, faz parte do amadurecimento, entre outras coisas, óbvio que não precisa ” esfregar na cara” como diz o popular, para não ser vista como vulgar, tem que ser algo sutil, para ser sexy e provocante!

 Esse post nada mais é que dizer que as meninas desse blog estão passando por um momento intenso de transição, cada uma com sua particularidade, mas que sabemos que estamos em dívida com os leitores do blog, com os curiosos de plantão e com os amigos que nos acompanham… e que também mencionei o banco, porque foi uma experiência pessoal, muito bem resolvida e delisiosamente comprovada, mas que a arte de seduzir e atrair, pode acontecer na padaria, na esquina, no ônibus, no trânsito ou em qualquer lugar, desde que você esteja aberto e receptivo aos sinais!

Até breve…

Trilha Sonora – Girl, You´ll Be a Woman Soon – Urge Overkill

Nós temos um caderninho!

janeiro 29, 2010 by

Nós temos um caderninho. Neste caderninho, anotamos algumas coisas que queremos, sonhamos ou experiências pelas quais vivemos. Esse caderninho é único, e mora na casa de uma de nós. Quase uma caixa de Pandora.

Certa vez, criticamos nosso próprio caderninho. Julgamo-nos crianças por tê-lo, mas no fundo, ele serve como controle de nossa vida, coração e o que queremos para o futuro. Muitas vezes, mulheres ficam presas no passado, achando que estes carmas devam permanecer em suas / nossas vidas. Mas o caderninho é algo construtivo.

Escrevemos o que queremos, o que aspiramos e refletimos acerca do nosso passado. Também conseguimos constatar o quanto fomos caridosas em permitir que uns quaisqueres habitassem nossa vidinha por poucas horas.

O pequenino foi presente da Priscila, no natal de 2008. Não imaginávamos o que ele viraria. Estávamos na praia e começamos a escrever coisas por lá. Desde colocar na ponta do lápis pessoas especiais com quem tivemos algo, a pontuar acontecimentos banais em nossa vida sexual.

Depois de mais de um ano, resolvemos abrir a caixa de Pandora novamente e nos deparamos com tantas diferenças de nosso passado para a nossa atual vida. E mais uma vez, pudemos constatar que somos mulherzinhas modernas que convivem tranquilamente com o sexo e a cidade, e tudo que ele pode trazer de vantagens (e desvantagens) para o nosso cotidiano.

E cacete, como a gente deu para caras que não prestam! E isso é absurdo, porque a gente perde tempo com uns tipinhos. Até policial, produtor, advogado tem na lista. Mas algumas pessoas valeram tão a pena, pois destas tiramos referências, gostos, amizades e vemos o quanto alguns homens tem realmente H de verdade e são pessoas que nos fazem sorrir. Não… Não significa que sentimos algo por eles, mas que relacionamentos constroem.

Presente não se constrói sem passado, mas o passado precisa saber onde ficar e quando ele viaja no tempo, lutamos para que as coisas sejam escritas conforme seu destino.

Portanto meus caros leitores, um caderninho deve pontuar o que construiu você e devemos riscar, sem menor pudor, aqueles que nos prendem e não nos fazem crescer. Um conselho: Faça você sua lista e risque aqueles que não valem a pena fazer parte do seu futuro, assim, você conseguirá construir um novo você, com novos objetivos.

E para os solteiros, disponham um tempo colocando quais são seus objetivos (sim, pessoas… rs). Coloquem na lista quem vocês querem “pegar”, não querem, quem vocês querem sair para um encontro romântico ou uma noite caliente. Tudo vale a pena. Mas revise esta lista, olhe o Curicullum Vitae de cada pessoa. Seu ano deve ser um ano diferente! E também deixe claro para você o que você quer e para a outra pessoa também. Quer um romance? Quer um affair rápido? Quer um amante? O que você quer?

Para os apaixonados, a dica é olhar bem a sua listinha no passado e reflita sobre alguns erros que você não pode cometer no futuro: Neuras, infantilidades, loucurinhas… Fuja também de rotinas passadas e construa sua nova rotina com o seu amado.

Como diria Fernando Pessoa, “tudo vale a pena, quando a alma não é pequena”. Clichê não é este poeminha e sim fazer listas, e nós, particularmente, adoramos!

dancing with myself

janeiro 20, 2010 by

I Love to play alone.

Sim, é verdade! Nós, mulheres, não fomos criadas para a masturbação. Nossas mães nunca nos ensinaram a conhecer nossos corpos como os pais dos “meninos” fazem, orgulhosos de seus machos. Lembro de uma tia minha que, desde sempre, ensinava meus primos a “brincar no banheiro”. Até playboy para eles ela comprava.

Enquanto isso, meninas e mais meninas são prejudicadas porque não lidam bem com a masturbação. Eu lembro de ter uns 8 anos e minha mãe me dar de presente um livro chamado “De onde viemos”, com ilustrações do Ziraldo, super divertido. Outro dia estava na casa dela e não achei o livro. Mas enfim…

Eu fiquei menstruada muito cedo e, para quem não sabe, a libido feminina começa a aparecer com a ovulação, portanto, quando a menstruação da menina vem. O fato é que eu menstruei no mesmo dia em que eu dei meu primeiro beijo (acho que de nervoso), mas essa história do primeiro beijo não vem para este post não.

Voltando à quando fiquei menstruada, minha Mãe, inconvenientemente, me sentou na cadeira da sala e começou a desenhar um útero esquisito e me fazer perguntas indiscretas. Perguntou se eu tinha desde “coceirinhas”, às sensações diversas no banho. Fiquei tranqüila em relação as suas perguntas e ela me contou o que era masturbação e que aquilo não era errado, muito menos perigoso. Depois de uns dias, ganhei alguns livrinhos e desde então, sexo nunca foi um tabu entre mim e minha Mãe.

Sou adepta à masturbação, mas sem pensar em bizarrices. Dou risada quando falo sobre isso, porque acho mais é que a mulherada tem que se divertir. Eu brinco que adoro usar calça jeans, que adoro chuveirinho da ducha, que bidê é a melhor invenção do mundo, também acho o dedo um ótimo companheiro e tenho um brinquedinho. Mas o mais legal da masturbação é sentir-se à vontade com alguém, porque sozinho, ninguém é feliz.

Quando se conhece o próprio corpo, você está mais aberta a deixar que o outro encontre você em seu corpo. Falei disso com o meu namorado esses dias e nós dois, que estamos nos conhecendo ainda, concordamos com isso. Quando temos conhecimento sobre nós mesmos, o outro acaba nos conhecendo bem melhor e aprendendo muito mais rápido sobre nossos pontos sensíveis, pontos fortes e pontos fracos.

Eu conheço mulheres que odeiam se masturbar, mas acho que isso acontece porque existe essa “trava” de que é natural pro homem e não pras mulheres. E cientificamente falando, quando a mulher toma pílula ela não ovula, conseqüentemente existe uma diminuição do apetite sexual e muitas param de se masturbar.

O ministério da saúde também agradece, porque a masturbação é grande aliada ao combate do estresse e da depressão, além de deixar a mulherada mais feliz e coradinha. Clube da des(Conquista) também é informação e saúde. Portanto meninas, como diz uma colega minha, a Super Liah, bora brincar de DJ?

 

Trilha Sonora: Dancing with myself – Billy Idol

.:Momento Musical:.

janeiro 9, 2010 by

Resolvi postar somente uma música hoje que diz muito! Aposto que muitos de vocês vão se identificar, mas muitos mesmo!
Sabio De Leve que fez essa música , e meninas não adianta se iludirem, no fundo é só isso que eles querem!

[De Leve – O que que nego quer?]

Fala Rapaziada…
A parada é o seguinte,
Cê pode até dizer que não,
mas a verdade é que…

O que que nego quer?
Comer as mulé
Cê sai pra dar um rolé e quer
Comer as mulé
Depois de tomar um mé, quer
Comer as mulé
Disfarça enquanto der, mas cê quer
Comer as mulé

cê liga pras mulé
marca com as mulé
quer pegar as mulé
pra ver qual é

Na 1ª noite cê paga até o jantar
dá um cheque voador e manda ela relaxar
mas é por pouco tempo
depois não paga nem biscoito passatempo
bastou ficar dentro
mas tá no começo e cê se faz de romântico
chama pra passear pra dar um rolé no atlântico
cê diz ‘eu te amo’, ela acha lindo
mas conhece tua maldade e que cê tá mentindo, porque…

cê levou ela até em casa, cozinhou e lavou louça
fez tudo que pôde pra impressionar a moça
conversou sobre moda e gastronomia
mas só pensava em como comê-la em cima da pia
disse várias mentiras achando que não percebia
que você concordava com tudo que ela dizia
mas é claro que ela sabia tudo isso
cê parece camundongo que viu queijo suíço
ma ma ma mas é por pouco tempo!

filhos crescem e viram pai
mas nada muda e tudo vai
ô, filhos crescem, ô, viram pai
ô, nada muda, e tu se trai

seu caô não convence, não pense
que ela vai se amarrar
é um jogo nonsense e quem se
arrisca pode se machucar
tá todo mundo fingindo, tinindo,
indo fazer o que não gosta
pra depois ficar rindo, sentindo
prazer em cima ou de costas
tu mente mal pra caralho, diz que sai do trabalho
e que joga baralho com os amigos, né?
E que nunca tinha estado tão apaixonado
caô, ela sabe o que tu quer, diz!